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Seguro Auto

Franquia reduzida, normal ou majorada: qual compensa no seu caso

A franquia é o que sai do seu bolso quando o seguro é acionado. Entenda o efeito de cada uma das três opções no preço da apólice, em quais situações ela nem chega a ser cobrada e como escolher sem chutar.

18 de outubro de 2026 · 7 min de leitura

Mecânico mostrando a um cliente o orçamento de reparo da lateral amassada de um carro na oficina

Em resumo

A franquia é a parte do conserto que fica por conta do segurado quando o carro sofre um dano coberto. Na opção normal, ela segue o valor padrão calculado pela seguradora. Na reduzida, você paga mais na apólice e menos na oficina. Na majorada, acontece o contrário: o preço do seguro cai e o custo do conserto sobe. A escolha depende de quanto você conseguiria desembolsar de uma vez e de quanto o carro é exposto a pequenos danos. Vale lembrar que, na maioria das apólices, a franquia não é cobrada em perda total, em roubo e furto nem nos danos causados a terceiros.

No orçamento do seguro auto aparecem três opções de franquia e quase sempre uma diferença de preço entre elas. A tentação é escolher a mais barata e seguir adiante. Só que essa escolha define quanto você vai tirar do bolso no dia em que o carro precisar de conserto.

A franquia é a parte do prejuízo que fica com o segurado. A seguradora paga o resto do reparo, conforme a cobertura contratada. É um acordo simples: quanto mais risco você assume, menos você paga pela apólice.

O que a franquia é, e onde ela não aparece

A franquia existe para que o seguro trate dos prejuízos que realmente pesam no orçamento de uma família, e não de cada arranhão. Sem ela, o custo das apólices seria muito maior para todo mundo, porque qualquer dano pequeno viraria sinistro.

Um detalhe que surpreende muita gente: ela não é cobrada em todo tipo de ocorrência. Na maioria das apólices de auto, a franquia se aplica aos danos parciais do próprio veículo. Nos casos abaixo, em geral ela não entra na conta, mas confirme sempre nas condições contratadas.

  • Perda total do veículo, quando a indenização costuma ser paga de forma integral
  • Roubo e furto sem localização do carro, dentro das regras da apólice
  • Danos materiais e corporais causados a terceiros, que seguem o limite próprio dessa cobertura
  • Assistência 24 horas, como guincho e chaveiro, que funciona por acionamento e não por reparo
  • Incêndio total do veículo, na maior parte das condições gerais

Vidros, faróis, lanternas e retrovisores são um caso à parte. Quando essa proteção é contratada, ela costuma ter participação própria, com valor diferente e regras próprias. Não confunda uma coisa com a outra na hora de comparar propostas.

Franquia normal: o ponto de partida

A franquia normal é o valor padrão que a seguradora calcula para aquele modelo, ano e perfil. Ela serve de referência para as outras duas. Quando alguém diz que a franquia do carro é tal valor, está falando dessa.

Para a maior parte dos motoristas, essa é a escolha que equilibra as duas pontas. O preço da apólice fica no meio do caminho e o desembolso em caso de batida é previsível. Se você não tem um motivo claro para mudar, ela costuma ser a opção segura.

Franquia reduzida: paga mais no ano para pagar menos no dia

Na franquia reduzida, você aceita um prêmio maior na apólice em troca de um desembolso menor na oficina. É proteção de caixa: você antecipa uma parte do custo em parcelas e evita a surpresa de um valor alto de uma vez só.

Ela se paga quando a chance de um dano parcial é alta ou quando o impacto de um gasto repentino seria grande demais. Repare que o critério não é apenas financeiro, é também de rotina.

  • Carro usado todos os dias em trânsito urbano pesado e em vagas apertadas
  • Condutor com pouco tempo de habilitação dirigindo com frequência
  • Veículo estacionado na rua durante o expediente, exposto a amassado e risco
  • Orçamento doméstico apertado, em que um desembolso alto de uma vez desorganiza as contas
  • Carro de modelo com peça cara, em que até um reparo simples fica salgado

Agora o outro lado: se você roda pouco, guarda o carro em garagem fechada e nunca acionou o seguro, pagar todo ano por uma franquia menor pode ser dinheiro parado. Você estaria comprando um desconto para uma situação que talvez não aconteça.

Franquia majorada: a aposta de que você não vai usar

A franquia majorada reduz o preço da apólice e aumenta o valor que você paga no conserto. É uma troca honesta, desde que você entre nela sabendo o tamanho do compromisso que está assumindo.

O erro comum é escolher a majorada só porque a parcela ficou mais confortável, sem checar se o valor do conserto caberia no bolso num mês qualquer. Quando não cabe, o motorista acaba deixando de acionar o seguro e andando com o carro danificado, o que anula o motivo de ter contratado.

  • Carro que roda pouco, usado em fins de semana ou para trajetos curtos
  • Garagem fechada em casa e no trabalho, com baixa exposição a pequenos danos
  • Motorista experiente, com histórico longo sem acionamento
  • Segundo veículo da casa, que fica parado na maior parte do tempo
  • Reserva financeira disponível para cobrir o conserto sem aperto

Quem contrata a majorada costuma estar interessado nas coberturas grandes: perda total, roubo, furto e danos a terceiros. Como nessas situações a franquia em geral não é cobrada, a economia anual faz sentido. A conta muda quando o risco maior é o amassado de estacionamento.

Escolher franquia não é escolher o menor preço. É decidir, com antecedência, qual prejuízo você consegue absorver sozinho.

Como decidir sem chutar

A comparação útil não é entre as três franquias isoladas, e sim entre a economia anual na apólice e a diferença de desembolso em um sinistro. Peça as três opções na mesma cotação e olhe os dois números lado a lado.

  • Quanto a apólice fica mais barata ou mais cara em cada opção, no ano inteiro
  • Qual é a diferença de valor que você pagaria na oficina em cada uma
  • Quantas vezes você acionou o seguro nos últimos anos
  • Quanto você conseguiria pagar de uma vez, hoje, sem comprometer as contas do mês
  • Onde o carro fica parado durante o dia e durante a noite

Se a economia anual da majorada for pequena perto do que você pagaria a mais no conserto, ela não compensa. Se for grande e você quase nunca usa o seguro, ela trabalha a seu favor. É uma conta pessoal, e ninguém responde por você.

Na Galiza, a cotação sai com as opções de franquia abertas, para que a decisão seja tomada com os valores na mesa e não no escuro. Antes de fechar ou renovar, peça essa comparação: é uma conversa de poucos minutos que muda o que acontece no dia do sinistro.

As coberturas, assistências e condições variam conforme o produto e a seguradora contratados e estão sujeitas às condições gerais da apólice. Consulte a equipe Galiza para conhecer as opções disponíveis.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre este assunto

Respostas curtas para as perguntas que mais aparecem no atendimento.

Se você aciona a sua própria apólice para consertar o seu carro, em geral a franquia é cobrada, independentemente de quem causou o acidente. Uma alternativa é cobrar o reparo diretamente do responsável ou do seguro dele, quando ele assume a culpa e tem apólice. A corretora costuma ajudar a avaliar qual caminho sai melhor antes de abrir o aviso de sinistro.

Quer conversar sobre a sua proteção?

A equipe da Galiza ajuda a entender o que faz sentido para a sua situação e monta uma cotação sem compromisso.

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